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Doar medula óssea traz benefícios e não implica em consequências para a sua saúde

Neste mês de Fevereiro trazemos à tona um assunto delicado e grave, a Leucemia. Mas no que realmente consiste essa doença? É um câncer dos glóbulos brancos, células que fazem parte do sistema imunológico e são formadas na medula óssea. Na leucemia, a medula óssea produz glóbulos brancos anormais, que substituem as células sanguíneas saudáveis e prejudicam a função do sangue.


Atenção!

O corpo pode dar indícios de que algo não vai bem. Porém, lembre-se: os sinais podem ser comuns a outros problemas de saúde, portanto é preciso consultar um médico e relatar qual é a frequência destes sintomas, intensidade de cada um e fazer os exames que ele solicitar para se chegar a um diagnóstico.


Os principais sinais são:

- Febre e infecções recorrentes, pois a doença se dá nos glóbulos brancos; - Aumento de nódulos linfáticos, baço e fígado; - Fadiga, fraqueza e palidez (devido à redução de glóbulos vermelhos); - Dor nos ossos; - Redução de peso; - Hematomas e sangramentos espontâneos, devido à baixa de plaquetas.


Quem procurar:

O especialista neste tipo de leucemia é o onco-hematologista. No dia da consulta, conte ao seu médico sobre cada um dos sintomas, e fale também sobre os medicamentos dos quais fez uso. Isso pode ajudar, e muito, no momento do diagnóstico. Todo o diagnóstico precoce ajuda no tratamento e no processo de cura.


Faça a diferença! Seja um doador de medula óssea:

No entanto, nosso intuito neste mês do Fevereiro Laranja é incentivar a DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA. Atualmente, existe uma estimativa realizada pelo INCA – Instituto Nacional do Câncer para 11.000 novos casos, no Brasil, uma média de 6.000 para homens e 5.000 para mulheres. E diante destes números, a doação de medula vem como um alento, para quem precisa de uma chance para ter novamente uma vida normal.

A doação de medula óssea é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, com anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Mas, dependendo da patologia do receptor, a doação poderá ser feita do sangue periférico do doador, após o uso de uma medicação para estimular a saída das células tronco da medula óssea para o sangue periférico. Essa doação não necessita internamento, pois é feita através de uma máquina de aférese, que retira apenas as células que o paciente necessita e devolve ao doador as demais. Apenas é necessário que doador e receptor sejam compatíveis.

O transplante é indicado para pacientes com leucemia, anemias graves, linfomas, imunodeficiências e doenças relacionadas aos sistemas sanguíneo e imunológico.

Quando uma pessoa necessita de transplante, a primeira opção é buscar um doador compatível na família. Infelizmente, o doador compatível (geralmente irmãos), só está disponível em cerca de um quarto dos casos. Então a solução é consultar o Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME - ).


Por isso é tão importante que as pessoas sejam conscientizadas para a doação. Infelizmente, o medo e a falta de informação ainda são desafios que precisam ser superados. Muitas pessoas confundem a medula óssea com a medula espinhal, e por isso ficam com receio de doar. Vale lembrar também que qualquer pessoa saudável, entre 18 e 55 anos, pode se cadastrar. Os critérios para doação seguem na maioria das vezes os mesmos utilizados para a doação de sangue como estar em boas condições de saúde, não ser portador de doenças infecciosas crônicas, entre outros.




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